Microbiologia

A comunidade microbiana da nossa pele é pessoal e estável ao longo do tempo

O nosso corpo é repleto de microrganismos, a maioria benéfica ao funcionamento do nosso organismo, como a microbiota intestinal, que nos auxilia na digestão dos alimentos que comemos.

(É possível ativar a legenda nas opções inferiores do vídeo)

 

A nossa pele também é a casa de um amplo espectro de bactérias, fungos e vírus. A maioria inofensivos ou mesmo benéficos, mas alguns associados a doenças, tais como acne, psoríase e eczema.

Segundo um estudo, publicado nesta quinta-feira (05/05/2016) pela revista científica Cell, todo mundo tem sua gama pessoal de microrganismos vivendo em sua pele, que permanece altamente estável com o passar do tempo, apesar da constante exposição dessa comunidade a fatores extrínsecos.

A diversidade e composição da microbiota da pele possui qualidades específicas relacionadas tanto ao local do corpo quanto do indivíduo. Os pesquisadores coletaram amostras ao longo de 2 anos de um total de 17 locais diferentes da pele de 12 indivíduos saudáveis.

Comunidades de bactérias e fungos de regiões sebáceas foram as mais estáveis e, surpreendentemente, locais secos, incluindo aqueles de alta exposição, como a palma da mão, também foram estáveis. Os pés foram os menos estáveis, o que pode ser devido a uma combinação de fatores fisiológicos e comportamentais, incluindo hábitos de utilização de sapatos, higiene pessoal, ou características como a espessura da camada superior da pele. Além disso, locais com alta diversidade de microrganismos (pés, regiões úmidas) pareceram ser menos estáveis do que locais com baixa diversidade (principalmente regiões sebáceas).

A transitoriedade foi uma característica particular de vírus que infectam eucariotos, que mostrou pouca especificidade do local na colonização.

Indivíduos saudáveis mantiveram suas próprias assinaturas microbianas únicas apesar da exposição a roupas, lavagem de roupas, contato com outras pessoas e o mundo exterior, contudo houve uma variação entre os indivíduos e as estirpes microbianas, com uns mostrando mais mudanças do que outros.

A estabilidade longitudinal de comunidades microbianas da pele gera hipóteses sobre a resistência da colonização e capacita estudos clínicos que explorem alterações observadas em estados de doença. No futuro, os cientistas pretendem estudar pacientes com eczema e outras condições a fim de entender como os micróbios podem variar com a doença.

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